CovidMonitor


Uma ferramenta para monitorização de propagação da covid-19 e acompanhamento de estado de saúde e emocional usando o smartphone

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O que é

    CovidMonitor é uma ferramenta para doação de dados para permitir melhorar o conhecimento sobre a doença e a sua transmissão, e também para perceber melhor o comportamento da população em geral durante estes tempos. O uso é voluntário. Tem benefícios para todos através dos ganhos de conhecimento. Também tem um pequeno benefício para o utilizador, que é ter ajuda para partilhar com quem entender, por exemplo o seu médico, o seu histórico de sintomas e de locais visitados (opcional).

Objetivos

    O objectivo deste projecto é investigar a forma como a localização obtida nos smartphones pode ser usada em resposta à pandemia de SARS-CoV-2, e validar a eficácia dessas abordagens. Como a localização geográfica dos utilizadores são dados muito sensíveis e que podem facilitar a reversão da pseudonimização, há especial cuidado em encontrar soluções que minimizem os riscos para os utilizadores.

Objetivos

  • Monitorizar sintomas por área geográfica para detecção precoce de eventuais surtos.
  • Modelar a transmissão ambiental tendo em conta factores de risco como densidade de pessoas e nível de contacto, estimados a partir de respostas a questionários.
  • Apoiar e facilitar a monitorização dos sintomas e o acompanhamento de pessoas em auto-vigilância e vigilância sobre-activa.
  • Compreender o comportamento da população os factores de risco e o quadro clínico da COVID-19 através de estudo longitudinal.
  • Compreender o impacto psicológico do distanciamento social através de estudo transversal.
  • Avaliar a robustez das medidas de proteção adotadas colectivamente.
  • Alguns destes objectivos permitem melhorar o conhecimento sobre a doença e a sua transmissão, importante para o planeamento da resposta, enquanto outros se focam na observação da população.

Motivação

Este projeto foi motivado pela identificação da análise espacial como um elemento que contribui para aumentar o conhecimento sobre o vírus, sobre a relevância relativa da transmissão ambiental. Pode por isso ajudar a decidir como melhor focar os esforços, e a caracterizar o risco de diferentes tipos de locais. Por exemplo, como indica este artigo destacam-se os seguintes pontos:

  • "IV. Environmental transmission: transmission via contamination, and specifically in a way that would not typically be attributable to contact with the source in a contact survey (i.e., this does not include transmission pairs who were in extended close contact, but for whom in reality the infectious dose passed via the environment instead of more directly). These could be identified in an analysis of spatial movements.[...]”
  • “[...] We included environmentally mediated transmission and transmission from asymptomatic individuals in our general mathematical framework. However, the relative importance of these transmission routes remain speculative based on current data. Cleaning and decontamination are being deployed to varying levels in different settings, and improved estimates of their relative importance would help inform this as a priority.
  • Este projeto decorre inicialmente de uma adaptação da plataforma de recolha de dados com smartphones SenseMyCity. A plataforma SenseMyCity foi testada ao longo de 9 anos em vários projetos transdisciplinares, tendo atingido um Technology Readiness Level de 7.


    Metodologia

    O estudo recolhe dados usando uma aplicação para smartphones com sistema operativo Android disponível na PlayStore. São usados e guardados para posterior tratamento diferentes tipos de dados:

    • dados de geo-localização, usando GPS e ou localização assistida pela rede, para detectar locais onde os participantes estão;
    • dados de atividade física para ajudar a detectar início e fim de deslocações, não sendo estes dados guardados;
    • dados socio-demográficos, através de questionário inicial, para caracterizar a amostra e fazer análises estatística factorial segmentada;
    • dados sobre distanciamento social e adoção de medidas de higiene, através de questionários;
    • dados sobre o estado emocional, através de questionários.

    A participação no estudo é voluntária e requer um consentimento de participação. A recolha decorrerá previsivelmente até fim de 2020. Os participantes podem a qualquer momento desistir de participar sem prejuízo para si, bastando deixar de preencher os questionários e desinstalar a aplicação. Os dados são pseudonimizados e confidenciais, sendo tratados ao abrigo do Regulamento Geral da Proteção de Dados em vigor desde o dia 25 de maio de 2018. O estudo é efetuado no âmbito do surto de covid-19 e será garantido o pseudononimato dos participantes.


    Responsável

    A Investigadora Responsável por este projeto é Ana Cristina Costa Aguiar, Professora Auxiliar na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e Investigadora Sénior no Instituto de Telecomunicações (IT).

    Contactos

    Esclareça dúvidas ou peça informações sobre o projeto a partir dos emails:


  • Perguntas Frequentes

    A aplicação faz rastreamento de contactos ("contact tracing")?

    Não. Esta aplicação não tem como objetivo detectar contactos de proximidade ou de permanência num dado local ao mesmo tempo, e não regista identificadores dos smartphones de pessoas que estiveram próximas.

    Que dados são guardados?

    A aplicação guarda dados de GPS no início e fim das deslocações do utilizador, e guarda outras informações que recolhe através de questionários: caracterização socio-demográfica, pré-condição de saúde, agregado familiar, sintomas relevantes, estado emocional, hábitos de higiéne e adopção de medidas de protecção.

    Onde são guardados os dados?

    Os dados são todos guardados inicialmente no smartphone. Depois, os dados recolhidos com questionários são enviados para um servidor centralizado diariamente. Os dados de locais visitados são enviados para um servidor centralizado após a sua precisão ser diluída para aproximadamente 700m (2 casa decimais de grau). São ainda enviados indicadores estatísticos diários e semanais da mobilidade do utilizador, que são calculados no smartphone a partir dos dados de locais visitados.

    Durante quanto tempo são guardados os dados?

    Os dados são guardados durante 21 dias no smartphone: 14 dias que é o período de incubação da doença covid-19, e uma semana para acomodar eventuais atrasos na obtenção dos resultados do teste.

    Os meus dados são anónimos?

    Os dados individuais não são anónimos, mas são pseudonimizados. No servidor, e antes de serem partilhados com os investigadores que fazem o processamento, eles são agregados ou desagregados (removidos identificadores pseudonimizados) de modo a serem anónimos. Existe sempre um risco, mesmo que residual, de a pseudonimização poder ser revertida e alguns doadores de dados poderem ser identificados, mas tomamos precauções adequadas a reduzir a um mínimo esse risco. As precauções que tomamos e a sua avaliação encontram-se na avaliação de impacto do processamento de dados, que pode ser pedida ao responsável pelo processamento de dados (DPO).

    Onde ficam alojados os dados recolhidos no servidor?

    Os dados que são enviados para um servidor são armazenados num servidor que é propriedade do Instituto de Telecomunicações e está localizado fisicamente nas instalações da Universidade do Porto.

    Política de Privacidade

    A política de privacidade do projeto encontra-se neste link.

    A Equipa


    Ana Aguiar,

    FEUP e IT

    João Niza Ribeiro,

    ISPUP

    Paula Meireles,

    ISPUP

    Cristina Queirós,

    FCPEUP

    Margarida Abreu Aguiar,

    USF Valongo

    Susana Bulas Cruz,

    IT

    Sara Reis Faria,

    FPCEUP

    Eduardo Soares,

    IT e FCUP

    Diogo Machado,

    IT e FCUP

    João Rodrigues,

    FEUP e Watgrid


    Instituições Participantes:


    Com o apoio de:


    Financiado por: